Jorge Reigada
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O herói se coloca em nível superior ao das outras pessoas, escondendo um profundo sentimento de inferioridade.
É o todo poderoso, o que tudo sabe, o que sempre tem razão, o imbatível, o melhor. É aquele que perdeu a simplicidade de estar no mundo. É o que não sabe, e não sabe que não sabe. Daí sua dificuldade em aprender. Supõe já saber tudo e perde a capacidade de perguntar. Porque perguntar é mostrar o não saber. Em contra partida, o seu comportamento é sempre o de ensinar, divulgar, de analisar e de orientar os outros. É o dono da verdade. Por isso fica difícil falar: “Eu não sei”
Jorge Reigada
Por detrás de nossas tristezas e frustrações, detrás da nossa insatisfação na vida, de nossos tédios e angústias está um sentimento. O mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos. Que é o sentimento de CULPA.
O sentimento de culpa é um apego ao passado, é o arrependimento de alguém não ter sido como deveria ter sido. É uma tristeza por ter cometido algum erro que não deveria ter cometido.
Jorge Reigada
A vítima é uma pessoa que se sente inferior a realidade; é a pessoa que se sente esmagada pelo mundo externo; é a pessoa que se sente desgraçada pelos acontecimentos. É aquela que costuma ver os fatos apenas pelo seu lado negativo.
Jorge Reigada
Quero andar movido pela paixão e não pelo medo.
Quero olhar para todos os que passarem e ver em cada um, um amigo.
Afinal, eu sou gente...
Jorge Reigada
Forjamos a máscara que sorri e mente
Na fornalha, cujo o óleo é a alma da gente
Enfeitamos a máscara que sorri e mente
Com cacos de um ser incompetente
Jorge Reigada
A depressão é a desvitalização, é uma perda de interesse pelas pessoas e pelas coisas. É um estado de prostração de desânimo diante da vida. É um sentimento de inutilidade e ignorância de tudo. A estafa é o nome mais comum dado as nossas depressões existenciais. É uma forma de cansaço físico e mental mais agudo.
Jorge Reigada
A pressa é uma movimentação excessiva de nosso corpo, em busca do futuro. É a vontade de que o mundo faça acontecer algo para ver o que vai dar. É a vontade no corpo que o desconhecido se torne conhecido antes da hora
Jorge Reigada
Alegria é a nossa energia de vida e se a perdermos constantemente e não soubermos recuperá-la, inevitavelmente cairemos em estafa.
Jorge Reigada
A alegria nasce da disposição íntima diante da vida. Ninguém nos dá alegria. Ela já é nossa, é um dom da vida. A alegria é o nosso “sim” a vida. A alegria não é simplesmente o riso. O riso é fruto dela. A alegria é o contato com o Universo.
Jorge Reigada
O maior de todos os egoísmos é quando queremos alguém para nós. Quando queremos que as pessoas pensem e ajam relativamente a nós da maneira que desejamos.
Jorge Reigada
Pensando bem...
Sou eu quem preciso de minha bondade.
Sou eu quem preciso do meu abraço, minha caridade.
Sou eu quem preciso de me sentir seguro.
Sou eu quem preciso sair de cima do muro.
Sou eu quem eu quero que mude.
Sou eu de quem eu quero atitude.
Sou eu de quem cobro a coragem de amar.
Sou eu o inimigo a quem tenho de perdoar.
Jorge Reigada
Às vezes me pego criticando tantas coisas que me assusto.
Logo, uma luz vermelha acende em minha mente.
O que estou deixando de fazer? É a pergunta que me surge.
A resposta? rss
Estou esquecendo de ser feliz
Jorge Reigada
Estamos sempre a espera de que nos falem a verdade. Será que nós a falamos?
No entanto, a verdade é colocada num pedestal e adorada como um Deus, porém, quando ela aparece a encobrimos com um negro manto. Somente os loucos e as crianças dizem o que pensam, dizem a verdade. Os loucos são dopados e aprisionados. As crianças são educadas.
Jorge Reigada
Juízes de plantão
Me impressiona a quantidade de classificações e julgamentos a que somos expostos a cada minuto de nossa vida. De alguma forma foi criada uma fórmula perfeita de viver na cabeça daquele que te observa. Mas por que ele te observa?
Me parece que todos os passantes esperam de nós um comportamento a altura do lugar onde estamos e como juizes, qualquer “deslize” de nossa parte, é motivo para alguma mostra de desaprovação. Quando falo passantes, estou incluindo todos, desde aqueles que simplesmente passam pelas ruas, a massa do ônibus, metrô; desde gente que possivelmente nunca mais iremos ver e se ver não nos lembraremos, até os familiares incluindo os filhos, os quais ensinamos os valores que mais tarde, serão a base para que sejamos julgados também.
A questão, valores, é o retrato, a identidade social e psíquica que carregamos por toda a nossa vida. Em algumas pessoas estes valores são mutáveis em outras tão rígidos que consegue engessar todo o seu comportamento. Ainda existem outro tipo de pessoa que, pensando ter conseguido um “crescimento” em alguma parte da vida se coloca de uma forma tão estrondosamente idiota que passa a julgar e condenar com seus comentários aqueles que não conseguiram o tal crescimento naquele valor. Nesse caso, mesmo que ela realmente tenha conseguido este avanço, vai tudo por água abaixo, pois, ela transformou um avanço emocional ou comportamental, em um objeto e quer coloca-lo sobre a estante do mundo para que todos vejam.
Na realidade, o julgamento social vem da comparação conosco mesmos. Somos tão incapazes de manter a mente aberta que a fechamos lá na adolescência e pensamos que nos tornamos aptos para o julgamento. Não falo somente da condenação, mas também de quando admiramos. Contudo, em certo tipo de pessoa a admiração é negada e o que aparece é a inveja e não a boa inveja (que chamo de esperança ou modelo a ser seguido), mas a inveja destruidora, felizmente na maioria das vezes, destrói apenas quem a sente.
Nossos juizes são pessoas profundamente inseguras e que só conseguem sentir-se “maior” diminuindo o próximo.
O mais curioso é que na empáfia em que o juiz de plantão se coloca, apesar de querer mostrar que é melhor, que não comete erros, ele apenas está dizendo que aquele “erro” pelo menos ele não comete (ao menos naquele momento) ou que já tenham visto.
Parafraseando o mestre: em verdade vos digo que os Juizes de Plantão são pessoas atormentadas pela perfeição da aparência, escravos da necessidade e das ordens do grupo em que vivem. Com baixíssima cultura são incapazes de crescer. Não existem neles a auto-comparação e estão sempre se comparando externamente, a mais destrutiva forma de se viver, uma fonte eterna de sofrimento, um tapete vermelho que vai direto a solidão.
Se, da escada da vida consegui deixar limpo o meu degrau, ao invés de criticar quem ainda não conseguiu, o mais razoável e grande fator de felicidade e paz, é ajudar o próximo a limpar o seu.
E, sem julgamentos, ter a humildade de perguntar: - Como você quer o seu degrau limpo?
Ou, o que é para você um degrau limpo? E só depois ajudar. Assim deixaremos a bestial responsabilidade de ser o centro do mundo e sem o peso da toga que nos agrilhoa a conceitos vencidos, estaremos libertos para levar nossa vida aproveitando toda a maravilha que ela nos oferece gratuitamente.
Afinal, se nosso degrau esta limpo é sob nossa ótica. Só podemos usá-la para nós mesmos.
Por fim, quando você aponta um dedo para o “defeito” do outro, sua própria mão aponta três outros dedos contra você mesmo.
Jorge Reigada
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Sentar numa pedra e olhar a paisagem...
Me disseram que o envelhecer nos permite a calma e a paz para cumprir a frase acima.
Porra nenhuma, primeiro a aposentadoria é pouca e você tem que continuar a trabalhar para melhorar a pipoca. Pipoca - humpf - me lembra outra coisa que falo mais tarde.
Depois vem a condução. Você fica exposto no ponto do ônibus com o braço levantado esperando que algum motorista de ônibus te dê uns 65 anos. Olha... a analise dele é rápida leva uns 20 metros, quando resolve parar tem a discussão se você tem mais de 65 ou não.
No outro dia entrei no ônibus e fui dizendo..." sou deficiente" o motorista olhou de cima em baixo e perguntou: Que deficiência você tem?
Sou broxa! Ou brocha?
Ele deu uma gargalhada e eu entrei. Logo apareceu alguém para me indicar um remédio. Algumas mulheres curiosas ficaram me olhando e rindo... Eu disse bem baixinho para uma delas: "Uma mentirinha que me economizou 1,50, não fica triste não"
Bem... fui até a pedra do Arpoador ver o por do sol.
Subi na pedra e pensei em cumprir a frase. Logicamente velho tem mais dificuldade. Querem saber?
Primeiro tem sempre alguém que quer te ajudar a subir... dá a mão aqui senhor!!! Hum, dá a mão é o cacete, penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça...
Sentar na pedra e olhar a paisagem. É, mas a pedra é dura e velho já perdeu a bunda e quando senta sente os ossos em cima da pedra o que me faz ter que trocar de posição a toda hora. Para ver a paisagem não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê.
Resolvo ficar de pé para economizar os ossos da bunda e logo passa um idiota e diz: "O senhor está muito na beira pode ter uma tontura e cair." Resmungo entre dentes: ... só se cair em cima da sua mãe"... mas, dou um risinho e digo que esta tudo bem.
Esta porra deste sol esta demorando a descer, então eu vou descer, meus pés já estão doendo e o sol, nada.
Vou pensando - enquanto desço e o sol não - volto de metrô é mais rápido. Já no metrô, me encaminho para a roleta dos idosos, ali está um puto de um guarda que fez curso, sei eu em que faculdade, que tem um olho crítico de consegue saber a idade de todo mundo.
Olha sério para mim, segura a roleta e diz: O senhor não tem 65 anos, tem que pagar a passagem. A esta altura do campeonato eu já me sinto com 90, mas quando ele me reconhece mais moço, me irrompe um fio de alegria e vou todo serelepe comprar o ingresso.
Com os pés doendo fico em pé, já nem lembro do sol, se baixou ou não dane-se. Só quero chegar em casa e tirar os sapatos... Lá estou eu mergulhado em meus profundos pensamentos, uma ligeira dor de barriga se aconchega... Durante o trajeto não fui suficientemente rápido para sentar nos lugares que esvaziavam...
Desisti... lá pelo centro da cidade, eu segurando no "seca suvaco" dei de olhos com uma menina de uns 25 anos que me encarava... Me senti o Tio Sukita... Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida, fiquei uns 3 dias mais jovem.
Quando já contente, pelo menos com o flerte, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou...
É agora... Joguei um olhar 32 ( aquele olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
- O sr. não quer sentar me parece tão cansado...
Olha, ficar velho é bom para a mãe dos outros...
Jorge Reigada
Assistindo a Milagres
É, no mínimo, estranha a forma como se apresentam os milagres. Se é que são milagres, mas como muitos pesquisadores concordam que coincidência não existe...
Conto para vocês um fato passado na terça-feira passada, dia 06 de abril. Por sorte, estava com a máquina na mão e consegui gravar o flagrante.
Quando um “diabinho” vira anjo enviado por Deus.
Eram nove e qualquer coisa da manhã, eu estava na janela enquanto passava um antivírus em minha máquina. Bem abaixo de minha janela fica um ponto de ônibus.
Querendo ou não, acabo escutando os assuntos conversados enquanto as pessoas esperam o ônibus.
Uma senhora conversava num tom choroso, e talvez até estivesse chorando, sobre a dificuldade financeira que vinha passando. O ápice dessa conversa foi quando ela falou um pouco mais alto dizendo, o quanto ela estava triste por não ter dinheiro suficiente para comprar uma Barbie de páscoa para dar a netinha que estava muito doente.
Neste ponto ela realmente me pareceu muito triste a ponto de recostar a cabeça no peito de um homem que a acompanhava (talvez o marido). Ele a abraçou e disse: - Deus irá suprir.
No prédio em frente ao meu mora uma menina terrível, a contar pelos nomes pelos quais sua mãe a chama. Penso até que, no mínimo, ela é surda já que sua mãe grita um bocado.
O mais comum é: - Você é uma diabinha.
Foi aí que os caminhos se cruzaram e aconteceu o “milagre”.
Enquanto no ponto do ônibus uma chorava por não ter como comprar a boneca para a neta, a neta de outra pessoa, a diabinha, gritava que não queria, e como atendesse o pedido de uma avó aflita começou a jogar um monte de bonecas pela janela e dentre elas uma Barbie.
Um após o outro, os brinquedos foram caindo até que caiu nada mais do que 2 Barbies e um Ken. De principio a moça do ponto ficou em dúvida mal acreditando nisto. Durante uns 10 minutos ela não se mexeu até que viu os passantes começarem a pegar os brinquedos e levar. Só então ela se deu conta e correu para pegar uma Barbie.
O que achei interessante é que ela só pegou uma boneca deixando o resto. Quando pegou a boneca, juntou as mãos e olhou para o céu com um olhar de agradecimento.
Ela ainda ficou no ponto por mais uns 15 minutos até que, olhando para cima, me viu e perguntou: -O 627 passa por aqui?
Eu informei que o ônibus só passava duas quadras à frente. Ela estava na hora certa no ponto errado, mas sua neta iria ganhar o presente desejado.
Comecei a pensar em honestidade, desonestidade...
Mas, resolvi pensar como os ciganos, achado não é roubado. É sorte! Julguem vocês.
Os brinquedos ainda ficaram pelo chão por um bom tempo até que um por um foram sendo pegos por passantes
Jorge Reigada
O julgamento social vem da comparação conosco mesmos. Somos tão incapazes de manter a mente aberta que a fechamos lá na adolescência e pensamos que nos tornamos aptos para o julgamento. Não falo somente da condenação, mas também de quando admiramos. Contudo, em certo tipo de pessoa a admiração é negada e o que aparece é a inveja e não a boa inveja (que chamo de esperança ou modelo a ser seguido), mas a inveja destruidora, felizmente na maioria das vezes, destrói apenas quem a sente
Jorge Reigada
Os Juizes de Plantão são pessoas atormentadas pela perfeição da aparência, escravos da necessidade e das ordens do grupo em que vivem. Com baixíssima cultura são incapazes de crescer. Não existem neles a auto-comparação e estão sempre se comparando externamente, a mais destrutiva forma de se viver, uma fonte eterna de sofrimento, um tapete vermelho que vai direto a solidão.
Jorge Reigada
Encerra-se mais um ano em sua vida.
Quando este ano começou ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos.
Podia fazer dele o que quisesse.
Era um livro em branco, e nele você podia ter escrito um poema,
um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
Podia...
Hoje, já não pode mais, já não é mais seu.
É um livro já escrito... concluído.
Como foi um livro escrito por você, ele um dia lhe será lido,
com todos os detalhes e você não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto, antes que termine o ano, reflita, tome seu velho livro e folheie
com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas, pelas mãos e pela consciência.
Faça o excelente exercício de ler você mesmo. Afinal é a sua história
escrita por suas ações. Leia tudo.
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que usou o melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não, não tentes arrancá-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue.
Assim poderá repetir as coisas boas e evitar as ruins.
Para escrever o seu livro, você contará novamente com o instrumento do
livre arbítrio, e terá para preencher toda a imensa superfície do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije.
Se tiver vontade de chorar sobre ele, chore, mas a seguir coloque-o nas
mãos do destino, não importa como esteja.
Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras
OBRIGADO E PERDÃO
E agora, com o Ano Novo chegando está lhe sendo entregue um outro livro,
novo, limpo, branco e todo seu. No qual você novamente irá escrever o que desejar...
Jorge Reigada
As vezes, são nos erros que encontramos nosso verdadeiro caminho.
Jorge Reigada
Somos o somatório de fusões atemporais, interativas e passionais mais nunca aleatórias.
Jorge Reigada
Pensamentos são nossas armas para a vida plena ou para nossos suicídios cotidianos.
Jorge Reigada
Nossa memória é fantásticamente imensa. Tão grande que se nossos pensamentos se tornassem físicos e não enérgeticos, teríamos que ter uma cabeça do tamanho do sol, apesar do sol caber dentro de nossa pequena cabeça em toda a sua grandiosidade.
Jorge Reigada
Somos parte e co-criadores de todo o vasto universo e de nós mesmos. Então, se damos importância as coisas grandes, maiores que nós, por que não dar importância ao nosso cérebro, este grande observador, onde a realidade está sempre presente e nunca conseguimos nos encontrar com ela na sua totalidade?
Jorge Reigada
Neste mundo não existem pessoas melhores ou piores, mas sim diferentes; com aptidões diferentes e, só de vez em quando encontramos pessoas que nos completam, ou melhor convivem conosco e completam nossas falhas, nos tornando pessoas melhores.
Jorge Reigada