Biografia Alice Ruiz
Alice Ruiz nasceu em Curitiba(PR), em 1946. O contato com a literatura aconteceu logo cedo: aos 9 anos Alice já escrevia contos e, aos 16, versos. Dez anos depois publicou alguns poemas em jornais e revistas culturais e, aos 34, publicou seu primeiro livro.
Conheceu o poeta Paulo Leminski, com quem se casou, em 1968. Foi Leminski que mostrou que Alice escrevia haikais, abrindo-lhe espaço para pesquisar sobre a forma poética japonesa, que a autora estudou e, inclusive, traduziu livros de autores japoneses.
Do casamento também surgiu uma outra parceria. Alice e Leminski integraram o grupo musical “A chave”. Foi nesse período que Alice escreveu sua primeira letra de música, em parceria com o marido.
Hoje em dia, Alice tem mais de 50 músicas gravadas por parceiros e intérpretes, tendo lançado seu primeiro CD, “Paralelas”, em 2005. Além disso, a autora já publicou 15 livros, entre poesia, traduções e até história infantil.
Com Leminski, Alice teve três filhos: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski. Estrela segue os passos dos pais e já publicou um livro, “Cupido: Cuspido e Escarrado”.
Os escritos de Alice lhe renderam vários prêmios, como o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro “Vice Versos”.
Sempre produzindo, a autora participou dos projetos: Arte Postal, pela Arte Pau Brasil; Poesia em Out-Door, Arte na Rua II; Poesia em Out-Door, 100 anos da Av. Paulista; XVII Bienal, arte em Vídeo Texto.
Ainda envolvida com haikai, integrou o júri de 8 encontros nacionais de haikai, em São Paulo.
Frases e Pensamentos em Destaque
A gaveta da alegria
já está cheia
de ficar vazia
Eu sinto que você é a pessoa mais parecida comigo que eu conheço, só que do lado do avesso.
Alice RuizAssim que vi você
Logo vi que ia dar coisa
Coisa feita pra durar,
Batendo duro no peito
Até eu acabar virando
Alguma coisa
Parecida com você
Parecia ter saído
De alguma lembrança antiga
Que eu nunca tinha vivido,
Mas ia viver um dia
Alguma coisa perdida
Que eu nunca tinha tido
Alguma voz amiga
Esquecida no meu ouvido
Agora não tem mais jeito,
Carrego você no peito
Poema na camiseta
Com a tua assinatura
Já nem sei se é você mesmo
Ou se sou eu que virei alguma coisa tua
A gaveta da alegria
já está cheia
de ficar vazia
"vontade de ficar sozinha
só pra saber
se você ia
ou vinha
quando deixou
esse bagaço
no meu peito
pedaço estreito
defeito na mercadoria do jeito
que você queria"
